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Óleo Essencial de Pindaíba (Xylopia)

Possui um aroma cítrico meio herbáceo, delicado e suave para uso na perfumaria.
É obtido pela destilação das folhas da pindaíba, que são colhidas de plantas cultivadas na Bahia, sem qualquer uso de agrotóxicos.

Este óleo essencial é altamente rico em mirceno (>40%), sendo por conta da presença deste componente  um óleo de ação analgésica periférica equiparável a drogas farmacêuticas como a aspirina (ácido acetil salicílico) e novalgina (dipirona), útil no alívio de dores e ainda com a vantagem de não ter o mesmo nível de toxidade destas substâncias químicas.

A pindaíba é uma planta muito quimiotipada, apresentando até o momento 3 quimiotipos principais: QT1 espatulenol/verbenona, QT2 óxido de cariofileno, QT3 mirceno.

No livro "Árvores Brasileiras", vol. 1, de Harri Lorenzi, aparecem três espécies de Xylopia, com frutos e sementes praticamente iguais: Xylopia aromatica, Xylopia brasiliensis e Xylopia emarginata. O que mais distingue a primeira é a flor, com pétalas mostrando as faces interiores muito brancas. As outras duas são chamadas de "pindaíbas" também, e isso pode acabar ocasionando confusões e possibilidade de óleos com composição diferenciada.

O componente mirceno presente no óleo, apresentou considerável atividade anti-oxidante frente a radicais livres. Também notou-se que é efetivo na inibição da produção de óxido nítrico em doses muito abaixo de sua citotoxidade. Uma significante inibição de gama-interferon e IL4 também foi observada.

O mirceno, também é um eficaz analgésico. Acredita-se que sua capacidade de bloqueio da dor se dê por uma ação estimulatória de adrenoreceptores-alfa-2 na liberação de opióides endógenos. Em contraste com o efeito analgésico central da morfina, o mirceno não causou tolerância (perda de eficácia pelo uso contínuo) em injeções repetidas em ratos.  Sendo assim, terpenos como o mirceno podem constituir uma linha para o desenvolvimento de novos analgésicos periféricos com uma forma de ação diferente e menos tóxica daquela de drogas como aspirina e dipirona.

Existem estudos feitos com extratos da planta demontrando potencial fitoterápico no tratamento de vários tipos de câncer,  e ação antibacteriana.

O mirceno presente no óleo, também domontrou em um estudo ação antimutagênica, podendo justificar alguma ação quimioterápica.

Na aromaterapia, o aroma levemente cítrico da pindaíba é considerado relaxante e útil para o alívio do stress. Para aqueles que não conseguem parar com o corre corre e acabam se tornando vítimas de "doenças inflamatórias do stress".

Na perfumaria entra como nota de meio.

Toxidade:

Seu principal constituinte ativo, o mirceno é uma susbtância considerada segura e não tóxica, inclusive para mulheres grávidas e o feto. Os outros componentes do óleo, como o pineno, também não apresentam toxidade elevada.


Informações:

Conhecida também como "pimenta de macaco", "pimenta de negro", "pachinhos" e "esfola-bainha", a pindaíba tinha sua madeira utilizada para a confecção de mastros de pequenas embarcações, varais de carroças, etc. A casca fornece fibra para cordoaria. As sementes, aromáticas e carminativas, substituem a pimenta-do-reino. A árvore é elegantíssima e pode ser usada com sucesso no paisagismo, principalmente na arborização de ruas estreitas.


Histórico:

O termo "pindaíba" vem do Tupi Guarani (língua dos índios brasileiros). O vocábulo pindá significava "anzol"; pinda-ib designava a vara de onde pendia o anzol e pinda-aí denominava a parte recurva, a volta do anzol. Como este, por sua forma recurvada, tem semelhança com certas espécies vegetais, "pinda-aí" passou a significar, ainda na língua indígena, cipó ou graveto retorcido.  Por metonímia, "pinda-ib", nome da vara, passou a designar também o cipó ou cipoal. Assim, "estar na pindaíba" queria significar, para o indígena, estar enleado, amarrado, preso num cipoal retorcido, como é o anzol, sem condições de se mexer ou de fazer qualquer coisa. Com o advento da civilização, o significado alterou-se metaforicamente para "ficar imobilizado ou amarrado por não ter dinheiro" ou simplesmente "não ter dinheiro" e a expressão tem sido empregada alternadamente "estar ou andar na pindaíba".

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